Força Vital



Nota: Esse texto é uma coleção de postagens para o Instagram e que agora foram organizadas em forma de texto. O conteúdo foi corrigido e editado. Foram inseridas referências bibliográficas e quando necessário notas explicativas.


Introdução


Embora alimentada por diversas culturas mágico-religiosas, a Quimbanda mantém a cosmovisão banto, orientando por ela toda estrutura e sistema do Culto de Exu moderno. Os bantos mensuram tudo pelo quantitativo energético. Reverenciar os ancestrais, àqueles que primeiro forjaram alianças com os espíritos da natureza (nkisi),[1] fortalece a força vital, o moyó;[2] mais que isso, se trata de venerar a força vital de forma que ela seja geneticamente fortalecida entre os vivos e os mortos.[3]


[...] os ancestrais, espíritos fundadores de linhagens, venerados por terem deixado uma herança espiritual favorável à evolução de sua comunidade. Eram eles os responsáveis por garantir a solidariedade e a estabilidade de um grupo no tempo e sua coesão no espaço [...]. Esses «grandes mortos» receberam do Deus criador a energia vital e atuavam como elo entre os homens e essa divindade suprema. Eram figuras quase míticas, e muitas vezes não se tinha conhecimento detalhado sobre suas histórias [...]. Em alguns casos, no entanto, eram considerados fundadores de comunidades por terem firmado as primeiras alianças com os espíritos da natureza.[4]


Reverenciar os mortos, portanto, mantém viva a história bioenergética da comunidade e a harmonia em suas camadas distintas. Os mortos para os bantos representam uma realidade viva na comunidade, tão poderosa que ela é capaz de modificar o futuro de todos. Para os bantos a conexão sadia com os ancestrais garantia a estrutura harmônica da sociedade. O elemento essencial que garante a boa comunicação e conexão com os ancestrais é o moyó. Quanto mais conexão ancestral, mais moyó é produzido, refletindo-se em todas as áreas da vida: boa saúde, prosperidade, equilíbrio emocional, sabedoria etc. Por meio dessa capacidade de estabelecer conexões espirituais seguras e efetivas com os ancestrais, um kimbanda pode auxiliar na saúde, prosperidade e harmonia da comunidade. Ter moyó, portanto, é requisito basilar para comunicação ancestral. O homem para os bantos consiste de quatro elementos: o corpo (nitu), o sangue (menga) que contém a alma (moyó) e o mfumu kuta, seu duplo energético. A crença banto nessa força vital é tão profunda que alguns estudiosos chegam a classificá-la como vitalismo (kimoyó) ao invés de animismo. Essa força vital, o moyó, movimenta e dinamiza toda vida no cosmos, está presente em tudo e em todos em graduações diferentes; o moyó das pedras, ervas e animais vitaliza o moyó em nós através das inúmeras medicinas rituais da prática espiritual. Essa filosofia metafísica banto, esse estilo de vida vitalista (kibântu), influenciou profundamente a Quimbanda e sem o qual ela não faz muito sentido.


Em uma reflexão postada no site Filosofia Oculta em quatro de abril de 2020, A Influência Banto na Quimbanda, eu teci uma introdução concisa dessa ideia; agora compartilho a reflexão editada e corrigida para essa introdução:


Um kimbanda não mensura suas ações magísticas pelas lentes opacas da moral, da ética e dos bons costumes cristãos. A Quimbanda vai à contramão disso! Um kimbanda mensura suas ações mágicas em quantitativos energéticos. Um feiticeiro bem sucedido na vida é aquele que manipula com eficiência uma quantidade considerável de energia vital; um kimbanda mal sucedido na vida tem pouca eficiência na manipulação dela. Trata-se de um consenso comum essa verdade na Quimbanda brasileira. Essa ideia, no entanto, vem da cultura banto.


Na religião banto o poder do sacerdote (kimbanda) é mensurado por sua capacidade em manipular a energia vital (moyó) de forma benigna (para garantir a ordem cósmica e social) ou maligna (para desestruturar a ordem cósmica e social).[5] A ordem cósmica e social por sua vez são interdependentes, ambas dependentes das relações (pactos, alianças e compromissos) que os homens estabelecem com os ancestrais divinizados e antepassados do culto. Tudo depende da harmonia das relações estabelecidas com os espíritos. Não há uma distinção entre homens e espíritos; ambos participam de uma só comunidade. Assim, relações espirituais negligentes produzem esgotamento energético através de um processo de vampirização e, ao contrario, relações harmoniosas garantem um fluxo abundante de energia vital. Para os bantos a magia é fruto direto da comunicação com os espíritos – uma ideia universal na tradição da magia – e dela depende a harmonia ou anarquia total do cosmos e da sociedade (comunidade). Dessa forma, o culto diligente aos ancestrais divinizados e aos antepassados para os bantos garante a continuidade da organização da comunidade e o fortalecimento da energia vital dela (mais fartura e saúde para todos).


Por conta disso, a notoriedade de um kimbanda depende de sua capacidade em, através de sua feitiçaria, manter a harmonia e a prosperidade da comunidade. Dessa notoriedade nasce a confiança da comunidade de que o kimbanda tem uma comunicação efetiva com os ancestrais divinizados e antepassados da religião, mantendo com eles laços fortes e efetivos, responsáveis pelo bem-estar, harmonia e abundância de todos. É neste sentido que um kimbanda trata-se de um agente social. Um sacerdote que deixa a comunidade cair vítima da voracidade dos espíritos, sejam àqueles da comunidade ou outros enviados pelo ataque de feiticeiros, criando com isso uma desestruturação social, têm sua notoriedade manchada. O status social de um kimbanda está conectado, portanto, a sua capacidade de conhecer e manipular a energia vital, se beneficiando ele mesmo, em primeiro lugar, dela.


Na cultura banto o mundo é concebido como energia, não como matéria; tudo é força mágica e disso depende toda a cosmovisão banto. Essa força mágica é transmitida dos espíritos diretamente aos homens, todos os homens. Mas apenas alguns poucos, os kimbandas, têm a capacidade de manipular tal força com eficiência. Nesse entendimento, os bantos compreendem que existe uma conexão tênue entre os três reinos primordiais (mineral, vegetal e animal), o reino dos homens e o reino divino, todos interligados por uma extensa rede energética. A energia vital, portanto, pode aumentar ou diminuir em acordo a dinâmica entre todos esses reinos, de modo que um pode enfraquecer o outro. É sabendo disso que um kimbanda conquista o domínio e torna-se capaz de manipular essa força mágica.


Toda herança desse entendimento está presente na tradição de Quimbanda, não nos termos idênticos a cultura banto, mas como pano de fundo da compreensão que o kimbanda tem da arte da feitiçaria e seu exercício.


A força vital


A ideia de força vital é central nas culturas africanas porque se trata do fenômeno que sustenta e mantém a vida, visível e invisível. É uma força que perpassa absolutamente tudo o que existe e cuja própria existência depende. Dessa maneira, ser capaz de armazenar e quem sabe manipular essa força vital é a melhor maneira de possuir felicidade, completude e bem-estar.


A força vital é o elo de conexão entre a alma humana e toda hierarquia espiritual, as criaturas divinas, os espíritos aéreos, ígneos, aquáticos e telúricos, os espíritos ctônicos e os mortos. Os bantos acreditam que o kimbanda possui e manipula uma grande quantidade de força vital, porque ele tem conexão efetiva com os ancestrais e através deles pode interceder nas diversas dificuldades da comunidade. Essa força vital é transmitida aos vivos pelos primeiros ancestrais, os tátas fundadores dos diversos clãs que estão em conexão plena com a Fonte Vitalizadora dessa força vital, o Ser Supremo. Toda cosmovisão e antropovisão banto se fundamenta na conexão com essa força vital intrínseca a tudo e por meio dela a conexão sadia com os espíritos. A vida, a corporificação da alma, se tornam um entrecruzamento de mundos, dos vivos e dos mortos, e por meio dele ocorre a manutenção da vida, a harmonia social e cósmica.


A corporificação da alma, portanto, é um elo importante na transmissão e na conexão com a força vital; o homem está conectado aos seus ancestrais que lhe transmitem o moyó; ele por sua vez irá transmitir essa força vital recebida às próximas gerações. Os bantos acreditam que a mulher grávida concentra uma exuberante e rica quantidade de moyó, uma grande concentração de força ancestral encapsulada dentro de si e que carrega a memória de toda sua ancestralidade. A criança que nasce é, portanto, portadora de todos os códigos genéticos ancestrais, um «sol vivo» que carrega a força de todos aqueles que vieram antes dela na forma de moyó, potencial ou inato. E por conta de fazer parte dessa corrente ancestral em vida, através da força de seu pensamento e de suas palavras o homem pode imprimir a sua vontade nos códigos de configuração da Natureza.


Todas as coisas estão interligadas como uma corrente de força que se perpetua continuamente e que age segundo padrões cosmológicos, conectando o homem e fazendo dele peça fundamental na estrutura do cosmos. Por causa disso o ser humano pode ter sua força vital diminuída ou aumentada, seja na forma de interações diversas com o corpo do cosmos ou por causa das intenções de outro agente humano. Neste caso, a resistência a uma violenta incursão alheia é obtida por meio do reforço da própria força vital, recorrendo a fontes diversas que têm disponíveis mais força vital,[6] até mesmo outro ser humano.


A força vital projetada pelo homem tem o poder de influenciar diretamente diversos organismos vivos ou etéreos: animais, vegetais, minerais, criaturas e espíritos diversos. No pensamento tradicional da Cabalá Crioula, um espírito, esteja ele entre os vivos ou entre os mortos, seja ele material ou imaterial, atuando sobre um animal, vegetal ou mineral, será capaz de influenciar diretamente outro ser humano por meio de seus pensamentos. Para remediar, quem sofre o esgotamento da força vital deve recorrer a diversos recursos que possam revigorá-lo imediatamente. Um kimbanda recorre às forças de seu Exu Tutelar através de ritos propiciatórios e medicinas rituais.


O verbo e o nome


Na Cabalá Crioula, quer dizer, no conhecimento secreto que vem da África, o nome e o poder da fala (o verbo) estão diretamente conectados a ideia de moyó, a força vital. Conhecer o nome de uma pessoa, seu significado íntimo, significa ter o poder de acessar seu moyó particular, a vibração energética pela qual uma alma é espiritualmente identificada. O nome de uma pessoa faz parte de um conjunto constitutivo de elementos essenciais[7] que caracterizam o indivíduo, sendo ele localizado e alocado na comunidade por meio de seu nome. Quem conhece o nome verdadeiro de uma pessoa, seu moyó particular, pode dominá-la e influenciá-la, acessar as profundezas de sua alma e operar magicamente nela. Por esse motivo na África uma pessoa recebe pelo menos três nomes durante a vida em ocasiões distintas: o nome informal, o nome formal e o nome iniciático.[8] Inúmeros fatores são levados em consideração na escolha do nome de uma criança, genéticos, geográficos, sociais, ambientais, circunstâncias de nascimento, parentesco, sexo etc., tudo isso influencia no moyó contido no nome de uma pessoa, por esse motivo é um evento importante dar o nome as crianças que vêm ao mundo.[9] O nome, dessa forma, traduz em níveis energéticos a essência de quem o carrega; conhecer o nome é também conhecer parte íntima de sua vida, suas origens, seu espírito tutelar.[10]


O corpo,[11] o espírito e nome inserem o indivíduo em um esquema cósmico, o qual ele está profundamente conectado e através do qual mantém conexão com as forças cósmicas, todas elas, que estão no seu entorno. Por esse motivo, por estar inserido em uma estrutura cósmica e fazer parte orgânica e genética dela, ele tanto pode manipular quanto pode ser alvo de correntes de força diversas. Para os bantos o indivíduo tem o poder de influenciar o meio ambiente, a sociedade e todos os seus semelhantes, pois nada está isolado no universo, todas as coisas se conectam o tempo todo. Um agente sobrenatural, carregado de poder e vibração, é necessário para que o indivíduo influencie o meio: a palavra.


Na Cabalá Crioula a palavra tem um poder sobrenatural, baseado em sua origem divina e carrega forças ocultas que são capazes de manipular e reestruturar a realidade no seu entorno. É por esse motivo que muito valor é dado ao que chamamos de tradição oral, porque é por meio da palavra que os fundamentos práticos e filosóficos são transmitidos: eles carregam o moyó plantado dentro daqueles que escutam a palavra e que florescerá como conhecimento e sabedoria; e é difícil exprimir essa ideia, porque se todas as coisas estão conectadas o tempo todo através do moyó, de maneira que o espiritual não se desassocie do material, então a tradição oral abarca todos os aspectos da vida, porque se trata da aplicação prática de uma cosmovisão onde todas as coisas têm vida e têm também o poder de interagir. Então o fundamento prático e filosófico transmitido pelo verbo vivificante tem peso e valor iniciático. Não se aplica a questões ideológicas abstratas, mas na concretude da vida, no comportamento diante de todas as coisas.


Então a palavra é a chancela de autoridade espiritual que o indivíduo possui sobre as outras forças do universo, corpóreas e incorpóreas; é a senha mágica que abre os portais do invisível. Como verbo vivificante a palavra é a presença do indivíduo em sua plenitude total, porque ela concentra os vetores de força de sua mente e de suas emoções. Não se trata apenas de palavras carregadas de poder, mas do poder vivificante e criador na forma de sopro divino animado. Dessa maneira, como agente mágico por excelência, a palavra não deve ser desperdiçada levianamente; a mentira é uma distorção ou disfunção da palavra, trata-se da língua falseando a palavra, o que acaba por viciando o sangue daquele que mente. Quem pensa uma coisa e fala outra rompe consigo mesmo e àquela conexão sutil com a unidade imanente de todas as coisas. Quem falta com a palavra cria uma cisão com seu próprio moyó.


Para um kimbanda da Quimbanda brasileira, a palavra é a expressão da realeza conquistada no Culto de Exu; é um instrumento, portanto, da nobreza de espírito representada por Exu e Pombagira.


Corruptibilidade e antropofagia


Diversas vezes eu cito que muitos etnógrafos africanos e afro-brasileiros consideram que a cultura banto seja pobre em relação a muitas outras culturas, seja a yorùbá ou a católica etc. Eles elaboram a tese que por conta desse déficit filosófico e religiosidade considerada «pobre» e «inferior», os bantos absorvem tudo de outras culturas, porque muito falta na deles. Fazendo isso eles negam suas raízes que, com o tempo, são diluídas, esquecidas e eliminadas em detrimento de componentes externos que chegaram depois. Mas não é o caso e a razão disso é o moyó, a força vital.[12]


A ideia e conceito de moyó é deveras similar ao àṣẹ dos yorùbás, o mana dos kahunas polinésios ou o heka dos egípcios, a matéria universal, a vitalidade da existência. Uma força vital que a tudo perpassa e a tudo conecta, o fundamento primordial da magia.[13] Os bantos consideram que cada povo, cada raça, tem um tipo de moyó diferente. Isso significa que para os bantos, incorporar valores, crenças, símbolos, ícones religiosos, fetiches mágicos etc. de outras culturas significa enriquecer, aumentar e expandir a própria força vital. Para tal os bantos não abandonam suas raízes, suas crenças e seu imaginário natural; diferente disso eles hibridizam todos os elementos de sua cultura para uma melhor eficiência na arte de viver, porque para os bantos, a vida, a experiência corporificada, é o âmago de toda religiosidade.


Então para os bantos o outro, detentor de símbolos, signos e imaginário diferentes, tem uma potência vital que pode enriquecer a deles através de um processo de antropofagia. Essa miscigenação cultural constrói novas possibilidades sem diminuir as já existentes, aumentando as chances de viver melhor a vida. Então é uma estratégia cultural banto incorporar elementos externos aos seus próprios; não se trata portanto de corruptibilidade cultural como alguns propõem.


A cosmovisão da Quimbanda (e da Umbanda) é a da cultura e religiosidade banto. Em pouquíssimas palavras, podemos resumir a religiosidade banto como culto aos antepassados e ancestrais, àqueles que forjaram os primeiros laços com os espíritos da natureza e a Força Superior. Por meio dos ancestrais, portanto, é possível acessar essas criaturas espirituais, se harmonizar com o cosmos e com a sociedade, com a finalidade de viver bem a vida, com mais conforto e melhor preparo para as adversidades. É através da vida, da corporidade na matéria, que os ancestrais podem auxiliar a comunidade. A vida para os bantos resume toda religiosidade, porque ela concentra a herança total da força dos antepassados e dos ancestrais em um novo potencial de existência.


É por causa da noção de força vital banto que a Quimbanda (e a Umbanda) são plásticas; elas se alimentam e se adaptam a novos elementos culturais e mágico-religiosos. É por conta dessa típica antropofagia cultural banto que a Quimbanda recebe bem os influxos culturais e o imaginário dos aborígenes ameríndios, dos africanos e dos europeus, ingredientes que se diluem e se fundem em um intenso e caudaloso caldeirão cultural. A Quimbanda come a força vital moyó de outros sistemas para tornar-se mais forte! Ela come tudo o que seu adepto estiver ávido de fome, retraindo para si o fundamento que funciona e descartando àquele que se provou inútil. Quimbanda é uma tradição brasileira que reflete a cultura de nossa nação e as intensas mudanças sociais que ela tem passado desde a Colônia. A Quimbanda se alimenta, se adapta, se transmuta e se reformula, criando novos núcleos, novas subcorrentes dentro do Reinado do Chefe Império Maioral.


Táta Nganga Kimbanda Kamuxinzela

Cova de Cipriano Feiticeiro

Templo de Quimbanda Maioral Exu Pantera Negra e Pombagira Dama da Noite


NOTAS: [1] Veja Robert Daibert, A Religião dos Bantos: Novas Leituras sobre o Calundu no Brasil. Em Estudos Históricos, vol. 28, no. 55. Janeiro de 2015. [2] Que significa força vital, princípio de vida, energia espiritual, alma. [3] Veja Nei Lopes e Luiz Antônio Silva, Filosofias Africanas: uma introdução. Civilização Brasileira, 2020. [4] Robert Daibert, A Religião dos Bantos: Novas Leituras sobre o Calundu no Brasil. Em Estudos Históricos, vol. 28, no. 55. Janeiro de 2015. [5] Caso seja ele também um muloji, feiticeiro que pratica malefícios. [6] Medicinas diversas, comidas e folhas, força vital dos três reinos: mineral, vegetal e animal. [7] Corpo, espírito e nome. [8] Kimnwandèndè K. B. Fu-Kiau, Self-Healing Power and Therapy: Old Teachings from Africa. African Tree Press, 2014. [9] Alguns nomes são monopólio de um ou outro clã (família). [10] Isso não é um conhecimento arcano exclusivo da África. Inúmeros povos e culturas que possuem alfabetos mágicos e hieróglifos de poder reconhecem o poder do nome, segundo os egípcios, o heka individualizado de cada um. Os hebreus, por exemplo, com a ciência cabalística da gematria, têm preservado este arcano. [11] O corpo (múntu) é o indivíduo corporificado e como tal, trata-se de uma força que concentra a herança total da ancestralidade. [12] Veja Tadeu Mourão, Encruzilhadas da Cultura: Imagens de Exu e Pombagira. Aeroplano Editora, 2012. Sobre uma discussão sobre a religião banto ou Religião Tradicional Africana e a refutação de muitos antropólogos e etnógrafos, veja José Armando Vicente, A Salvação na Religião Tradicional Africana no contexto Banto. Edições Loyola, 2021. [13] Veja Nei Lopes e José Rivair Macedo, Dicionário da História da África – Séculos VII a XVI. Autêntica, 2017. Veja também Nei Lopes e Luiz Antônio Silva, Filosofias Africanas: uma introdução. Civilização Brasileira, 2020.

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