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Iniciação na Tradição de Quimbanda Nágô na
COVA DE CIPRIANO FEITICEIRO

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PALAVRAS INICIAIS

A cerimônia de iniciação na tradição de Quimbanda Nàgô na família Cova de Cipriano Feiticeiro trata-se de um rito de passagem que constitui uma espécie de morte e renascimento, simbolizando uma nova vida a ser construída após a cerimônia, baseada nos princípios da força, da coragem, da honra e da sabedoria. É a ocasião onde são constituídos pactos, alianças e compromissos espirituais entre o adepto iniciado e seu Exu tutelar. É preciso compreender que a iniciação na Quimbanda em nossa casa, Templo de Quimbanda Maioral Exu Pantera Negra e Pombagira Dama da Noite, não constitui apenas uma cerimônia ou ritual, mas sim um curso de desenvolvimento espiritual que pode levar certo período de tempo, baseado em uma caminhada através de uma estrutura iniciática hierarquizada que começa no Batismo e termina no aprontamento do Mestre de Quimbanda (veja aqui sobre essa hierarquia).

A cerimônia de iniciação vincula o noviço definitivamente ao seu Exu tutelar e a Cova de Cipriano Feiticeiro, seu sistema e fundamentos. A tradição de Quimbanda se disseminou como uma rede de clãs (famílias espirituais). Cada clã (casa de religião, templo ou terreiro) desenvolve seus fundamentos, sistema e cosmovisão em acordo com os espíritos tutelares das famílias e herança cultural. Por esse motivo muitos fundamentos para uma casa são desfundamentos para outra. Bons fundamentos, no entanto, são àqueles que funcionam! É o conhecimento deste fato que deve orientar a escolha e a prática dos fundamentos, porque se é verdade tem de funcionar.

O transe, a incorporação dos Exus e Pombagiras, não é requisito para iniciação, embora seja requisito para o aprontamento como Mestre de Quimbanda Nàgô. Para àqueles que possuem esse tipo de paranormalidade, a incorporação no ato do sacrifício propiciatório ao Exu tutelar é um momento que coroa a cerimônia de batismo ou de iniciação, mas não se trata de uma condição sine qua non para que o noviço seja batizado ou iniciado.

O sacerdócio individual: o sacerdócio não exige a abertura de um terreiro, templo ou casa de religião. Nós defendemos que a Quimbanda se trata, antes de tudo, de uma arte individual/pessoal de feitiçaria. Nossa casa zela e dissemina a ideia do sacerdócio individual ou familiar (casal de marido e mulher), sem a necessidade de abrir templos ou terreiros com giras públicas ou privadas. Isso facilita muito o trabalho sacerdotal, tanto para o feiticeiro quanto para os consulentes. Muitos buscam por auxílio espiritual, mas não têm a disposição para visitar um terreiro; para estes, sacerdotes que atendem particularmente são a melhor opção. Para àqueles que têm a predisposição ou desejo de abrirem templos ou terreiros, nada impede os adeptos de seguirem este caminho. Trilhar o sacerdócio individual ou em trabalhos coletivos é uma escolha de âmbito pessoal.

Em nosso trabalho não exigimos o recolhimento na Casa de Exu no curso da cerimônia de iniciação. Iniciação na Quimbanda Nàgô não exige isolamento ou recolhimento. A cerimônia de Iniciação pode durar até três dias, dependendo das especificações dos Exus de comando da casa ou dos Exus tutelares dos noviços iniciados.

O CHEFE IMPERIO MAIORAL

Em nosso sistema prestamos reverência ao Deus da Quimbanda: o Chefe Império Maioral, o Diabo na forma dos três Maiorais de Quimbanda, os arqui-demônios do inferno que compõem a Trindade Satânica ou Trindade do Oposto (ou Opositor): Lúcifer (sincretizado com Exu Lúcifer), Beelzebulth (sincretizado com Exu Beelzebuth) e Ashtaroth (sincretizada com Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas). Esses três arqui-demônios, os Maiorais de Quimbanda, desde os grimórios da tradição cripriânica-fáustica da magia, estão associados os princípio ígneo e dinâmico de individuação (Lúcifer), a força criativa masculina solar (Beelzebulth) e a força receptiva feminina lunar (Ashtaroth), indicando a operação alquímica da morte e renascimento espiritual. Os Maiorais de Quimbanda são Forças Primordiais presentes na terra e que antecedem a vida humana. Não se tratam de deuses esquecidos como muitos postulam, pois suas máscaras deíficas aparecem de formas distintas em culturas e civilizações diversas desde tempos imemoriais, morrendo e renascendo das cinzas na convulsão dos tempos.

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Como Forças Primordiais a potência dos Maiorais permanece atemporal, muito embora as máscaras com as quais eles se apresentaram no passado possam ter entrado no esquecimento da humanidade. Forças Primordiais são àquelas que testemunharam a vida na terra, contribuindo diretamente para sua manifestação/manutenção. O Sol e a Lua são Forças Primordiais representadas de maneiras distintas, máscaras diversas em culturas e civilizações antigas. Na Quimbanda essas Forças Primordiais se apresentam como Beelzebuth (Sol) e Ashtaroth (Lua). Essas Forças Primordiais gravitam ao redor de um eixo, um archote luciférico e princípio de individuação chamado de Lúcifer. Todas essas forças hieráticas foram agregadas em um único glifo, a imagem da deusa Baphomet, iconografia clássica do Chefe Império Maioral, o Diabo. As três cores primigenitas da Quimbanda, preto, vermelho e branco estão diretamente associadas aos Maiorais e sua ação na natureza (refletidas simbolicamente nas partículas que compõem a matéria/átomo: prótons, elétrons e nêutrons, bem como nos três reinos fundamentais: mineral, vegetal e animal).​

O símbolo mais importante da Quimbanda é a imagem de Maioral como Baphomet imortalizada pelo Ocultista francês Eliphas Levi. Um símbolo trata-se de uma estrutura que nos capacita interpretar a realidade e que revela um significado, não necessariamente oculto, mas que as palavras podem não conseguir exprimir. Baphomet é um símbolo para o arcano da magia, e isso diz muito sobre sua presença na Quimbanda. A especulação trivial é que a Quimbanda assumiu o símbolo de Baphomet como o Diabo na intenção de se opor ao regime catequético cristão. Assim, assumindo o Diabo como simbólica do culto, infere-se que se trata de uma prática de oposição e transgressão ao status quo religioso dominante na cultura. Neste caso, a moral e piedade católica. Essa argumentação preenche as premissas sociológicas acerca da Quimbanda, dando sentido a elas, de fato. Mas é uma interpretação acadêmica e visão fora lócus do culto. Maioral como símbolo na Quimbanda está associado à prática da magia, a realização taumatúrgica da vontade ou intento-mágico na Natureza, porque é isso que se quer na Quimbanda, efetivamente. Por isso ele é o símbolo maior da Quimbanda; por isso Maioral é o deus da Quimbanda e regente da Matéria, mas não o Deus do cosmos inteiro. Ele representa a regência mágica dos poderes sub-lunares aos quais o kimbanda tem acesso e manipula. Sua significação real é mágica, não sociológica.

PASSOS PARA INICIAÇÃO NA QUIMBANDA

Caso você deseje ser admitido na Quimbanda, a primeira coisa que deve saber é isso: não somos nós que escolhemos a Quimbanda, é a Quimbanda que nos escolhe. Assim como a Natureza seleciona os mais fortes e os mais aptos, de igual modo a Quimbanda irá selecionar os mais fortes e os mais aptos. A admissão ao culto, o desenvolvimento nele, depende exclusivamente de nossa capacidade, esforço, honra e merecimento. Nada na Quimbanda é dado de graça: instruções, fundamentações, acompanhamento etc., todo àṣẹ tem seu valor de troca e isso precisa ficar claro a qualquer um que deseje adentrar ao culto.

A Quimbanda se trata de um culto para homens! Pessoas adultas que têm responsabilidade sobre seus atos e são capazes de dar conta de suas escolhas: força, honra, coragem e sabedoria são virtudes requisitadas desde o início; por esse motivo a Quimbanda é o fim do caminho, não o início. Tradições como o Candomblé e a Umbanda vão se dedicar a construção de um caráter, como uma criança que precisa de educação para compreender o mundo. A Quimbanda não provê essa educação! Você precisa chegar educado na Quimbanda. Caso contrário, você não passará do primeiro estágio hierárquico, o Batismo. Exu nos mostra verdadeiramente para nós mesmos e para o mundo. Se você chega na Quimbanda desconhecendo suas mazelas interiores, Exu lhe mostrará como um espelho, e a visão será dolorosa. Caráter, ética, dignidade e comprometimento são exigidos desde o primeiro dia, porque só os mais fortes sobrevivem a Quimbanda. Os fracos se tornam comida, se tornam caça ao invés de caçadores.

Para saber se você será ou não iniciado na Quimbanda, tudo depende de uma consulta oracular. Veja aqui como fazer essa consulta.

  1. Envie uma mensagem de áudio no WhatsApp se apresentando. Forneça informações  sobre sua busca e jornada espiritual; porque deseja adentrar a Quimbanda; e porque busca iniciação em nossa família. O número de WhatsApp é: 24 9 9932 0636.

  2. Agende sua consulta conforme as instruções do Oráculo de Exu.

A Consulta indicará se você tem ou não caminhos na Quimbanda e confirmará quem são seus tutores espirituais.

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